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quinta-feira, julho 31, 2003
 
PS Inviabiliza cedência de bomba de gasolina ao Sporting Clube Farense

Na Ass. Municipal de Faro de ontem o Partido Socialista, quiçá ainda traumatizado com a cabala, inviabilizou a cedência por parte da Câmara Municipal de um terreno ao Sporting Clube Farense para instalação de uma bomba de gasolina.
Após meses de agonia a luz ao fundo do túnel vislumbrou-se mas o PS optou por ser o desmancha prazeres, contribuindo para agravar o problema em vez de contribuir para a solução.
Aguardemos agora, serenamente, pelas soluções do Partido Socialista. Nessa altura. talvez seja tarde demais...

Mais no Jornal Região-Sul
 
Livros na relva do Casino!!!

Gosto de livros, gosto de relva e gosto de Vilamoura.

A organização da Feira do Livro de Vilamoura está de parabéns, onde neste país podemos caminhar pela relva à procura das últimas novidades literárias?

Embora com pouca afluência, normal para a época e para o local, penso que é uma iniciativa de louvar... bem estruturada e ambientizada.

quarta-feira, julho 30, 2003
 
Marisco à solta na Sé!!!

Gostei bastante deste novo local escolhido. A já tradicional festa da Ria Formosa, que a VIVMAR vem organizando, está este ano no melhor nível, tirando a animação “pimbesca”, mas habitual nestes eventos, aplaudo.

Mas nem tudo são rosas... fiquei surpreendido quando vi servir na feijoada, no arroz e na açorda de marisco delícias do mar. Certamente que deve ser apanhado na Ria Formosa!!?!?!?! Ou criado em viveiro !??!!?

Um comentário que não quero deixar de fazer à uma notícia que a SIC deu, referindo que o marisco servido era apanhado pela manhã (???). Será que o camarão era transportado da Nigéria e Moçambique de avião...

Voltando ao local, a Vila Adentro, parece-me indicado para este tipo de animação. A cidade tem estado de costas voltadas para este museu vivo do património construído de Faro.

A comida (é pena as delícias do mar, que vem adulterar as receitas típicas que deveriam ser mantidas) estava boa. Desde os bivalves da Ria, os camarões grelhados, os pratos confeccionados, tudo transpirava a sabor e cheiro a mar (ou a Ria...).

Ver aqui e aqui.

terça-feira, julho 29, 2003
 
Tremor de Terra no Algarve

Não senti nada. Nem o tremor, nem a terra. Também às 5 ou 6 da manhã quem é que sente seja o que for?
quinta-feira, julho 24, 2003
 
Festas, Festivais e Festarolas

Nesta altura começam as festas no Algarve. Algumas devem ser apontadas na agenda:
- Festa da Ria Formosa: gastronomia, espectáculos e exposição de artes de pesca, Faro, Largo da Sé , de 25 de Julho a 3 de Agosto, começa às 19:00 horas.
- 11ª Feira da Serra: Gastronomia, artesanato, música e muito mais, S. Brás de Alportel, 25 a 27 de Julho;
- 27ª Feira do Livro da Cidade de Faro, Passeio da Doca, de 3 de Agosto a 17 de Agosto;
- 2.ª Feira do Livro de Vilamoura, jardins do Casino de Vilamoura, 29 de Julho e 10 de Agosto, a partir das 20:00;

Depois não diga que não sabia...
quarta-feira, julho 23, 2003
 
Novo Intercidades arranca amanhã

O Região-sul avança com a notícia de que a CP finalmente vai inaugurar a tão esperada ligação a Lisboa via ponte Salazar, ups! 25 de Abril.

Devo afirmar que fiquei desiludido! Para além do preço (já não sei o que é viajar de comboio há muito tempo), o grande problema são as horas de viagem. Assim, levamos cerca de 4H25M?!?!!? Por 13,50€ ?!?!!?

Pessoalmente considerei a hipótese de ir a Lisboa por esta via, imaginando que estaria em Lisboa em 3 horas (o que me parece razoável) pagando menos do que de carro. A diferença, servia as deslocações de Taxi. Assim, poupava-me à condução infernal da capital. Não me parece que o venha a fazer, pois estamos a falar de levar perto de 4 horas e meia em transporte... parece que cá em baixo, no Reino dos Algarves, ainda estamos num país diferente, para pior, claro!

Para agravar isto tudo, durante o período do EURO, teremos um pendular, ou melhor, Lisboa terá um pendular, porque assim que acabar o EURO, pelos vistos, nós os Mouros, ficamos sem o dito... vergonha meus senhores... o que fazem os nossos políticos sobre isto!!!

Sugestão: que todos os investimentos estruturais sejam construídos em estrutura desmontável, assim, depois do verão, ou destes eventos, possam ir para Lisboa... desculpem-me a piada...


Desenvolvimento regional

O Algarve tem uma economia que se baseia num modelo de desenvolvimento que passa essencialmente pela actividade turística, embora sem um planeamento efectivamente regional das políticas, comprometidas pelas diversas estratégias territoriais dos municípios, algumas vezes divergentes. Já é tempo de desenvolver um novo modelo, em concertação, envolvendo os inputs de todos os agentes, públicos e privados.

O Algarve, desde o início desta República, não tem sabido ocupar o seu espaço, seja literalmente, em termos da expansão urbana, seja num sentido mais lato, posicionando-se como uma verdadeira região junto do poder central, defendendo os seus interesses enquanto tal; tão pouco ao nível do turismo, o motor principal da economia regional (e bom contribuinte na rubrica das receitas nacionais), já que a região tem assistido serenamente à destruição de muita da sua costa (importante recurso de diferenciação de uma oferta de qualidade adaptada às necessidades de uma clientela importante), sem planeamento e muitas vezes sem qualquer justificação, que não os interesses financeiros (e reparem como não escrevi económicos).

Deve caber também às associações empresariais algum do protagonismo. Elas sabem que este modelo de crescimento tem sido lesivo para os seus associados a médio e longo prazo. Não foi acautelado, para as gerações futuras, espaço de desenvolvimento o que em si revela a total descoordenação que todos podemos verificar nas últimas três décadas.

Ao nível do ambiente, é caricato assistir aos discursos dos ditos ambientalistas, que pouco pensam na realidade concreta e na sua exequibilidade económica, preocupando-se apenas com a crítica, poucas vezes mostrando alternativas viáveis. Analisam o “custo – custo” de uma dada situação, esquecendo-se na maioria das vezes do “custo – benefício”, como é o caso dos campos de golfe, que tanto gostam de contestar. No entanto, são necessários e por vezes desempenham o papel da consciência colectiva, pois estão presentes em discussões que a população por cultura ou indiferença, simplesmente não atende.

Mas felizmente, ainda existe uma grande parcela do território por explorar (a maioria por sinal), ainda que sem uma procura muito expressiva, face ao litoral. O interior do Algarve tem por isso condições para ser um produto vendável. Embora sem as praias do Sul, possui um imenso património natural, com condições para captar nichos de visitantes que procuram na natureza um escape. Claro que este tipo de visitantes diferem dos típicos consumidores do sol e praia, daí necessitarem de uma promoção diferente, assente no privilégio do usufruto da natureza e no seu tipicismo. Este turista tem outras preocupações e interesses. No entanto, existe espaço e certamente interesse em desenvolver e promover o interior enquanto alternativa ao litoral, integrado numa estratégia de diversificação do produto e da oferta.

Em suma, é tempo de pensar na nossa economia regional e local, envolver todos na busca de soluções criativas que permitam de facto lançar o Algarve, mas não só ao nível do turismo, também como espaço privilegiado para o estabelecimento de empresas e indústrias leves. O clima e a qualidade de vida são os argumentos de venda, falta apenas o investimento em estruturas e áreas de localização empresarial dimensionadas e projectadas dentro da “tal” estratégia, não de curto prazo, mas de longo prazo. No futuro, estaremos cá para julgar se as oportunidades que estiveram à nossa disposição, designadamente os QCA, foram aproveitadas. Sem esquecer que as ideologias e partidos (por vezes contraditórios) são importantes, desde que com eles se obtenha desenvolvimento sustentado, caso contrário, o “combate” político é vazio e inconsequente...

 
Região Marafada...

Os vários instrumentos de gestão territorial estão em fase de revisão e consequentemente em discussão.

As revisões dos Planos Director Municipais estão a chegar, mas penso ser sério proceder primeiro à avaliação do PROTAL, enquanto instrumento regional de ordenamento do território. Os seus objectivos foram cumpridos? O território beneficiou deste instrumento? Existiu de facto uma política regional de ordenamento do território?

Esta introdução serve apenas para expor uma convicção que tenho. A responsabilidade pela destruição de uma parte do Algarve litoral, importante recurso turístico nacional, foi de quem? Dos executivos municipais? Dos construtores e promotores imobiliários? Do governo? Das instituições de controlo e de coordenação? Todos estes?

É justo que esta avaliação seja feita. Nem que seja para fazer história. Mas estou mais preocupado com o que se pode fazer a partir deste ponto (para o futuro). Mais do que procurar penalizar os responsáveis pelos atentados de Quarteira, Armação de Pêra, Albufeira, Monte Gordo, entre outros, importa reflectir nas apostas ganhas em Vilamoura, Vale do Lobo, Quinta do Lago e Parque da Floresta e concluir que já acumulamos experiência sobre o que fazer e o que evitar (leia-se “não fazer”).

Os interesses imobiliários estão a saturar a costa, por isso, certamente que se voltarão mais tarde ou mais cedo para a Costa Vicentina, para o Guadiana, para o Barrocal e para a Serra.

São zonas com algum nível de protecção. Considero, no entanto, que esta só serve a sociedade se promover o seu usufruto. Por isso, alguns empreendimentos terão de ser permitidos, desde que sejam capazes de promover o interior e sustentar o seu precário desenvolvimento, sem o descaracterizar. Não se trata de repetir os erros cometidos na linha de costa, mas de aplicar os conceitos que funcionaram, sabendo no entanto absorver para os projectos a genuinidade das tradições destes territórios, daquilo que realmente os torna únicos e genuínos, nomeadamente o legado do património construído e natural: a traça, as cores e o enquadramento ambiental.

Mas regressemos mais a Sul. O Algarve, embora reconhecido como uma região, quiçá verdadeiramente a única do continente, necessita de melhorar a sua auto-estima. A dinamização e promoção regional, a captação de investimento nacional e internacional (turístico ou outro), a captação de visitantes (não apenas pelo Sol e Praia, mas pela oferta qualificada de animação cultural e produtos alternativos) que diversifiquem a procura actual por um lado e, por outro, permitam atenuar os efeitos da sazonalidade. Estas são as chaves do sucesso.

Por estas razões, a avaliação do PROTAL e a revisão dos PDM são essenciais ao desenvolvimento regional. Ao nível municipal, é importante desenhar as opções estratégicas de longo prazo, que permitem traçar um conjunto de planos operacionais de apoio, procurando que a qualidade de vida seja uma ambição primária e mobilizadora.

Cá estaremos para ver...
 
Ser empresário é diferente de ser empreendedor?

A pergunta do título deste artigo vai servir de mote para eu discorrer algumas opiniões avulsas que tenho sobre a criação de empresas e os empresários.

De facto, ser empresário difere em substância de ser empreendedor, embora o primeiro tenha na sua origem um pouco do segundo. Como? Quando se cria uma empresa (em nome individual, sociedade ou outra qualquer forma prevista na legislação) é-se empreendedor. A grande definição (e por isso a grande diferença) de ser empreendedor está na inovação, na criação de valor, no dinamismo, na proactividade, em elevar ao máximo a capacidade de pensar e de actuar sobre a economia, através da criação planeada e estruturada de um negócio.

Infelizmente a maioria dos “nossos” empresários não são empreendedores, são no fundo trabalhadores dependentes numa empresa, que por acaso é a sua. Estagnam, param no tempo. Os motivos podem estar relacionados (ou serem desculpados) com a falta de capital, de formação, de estofo, de sensibilidade, de ideias ou simplesmente de vontade. Podemos falar sobre a falta de produtividade dos trabalhadores, mas também é grave a dos empresários, talvez mais grave.

As universidades estão de costas voltadas para as empresas, não formam empreendedores; não me refiro apenas aos cursos ligados à gestão e economia, também nas ciências, nas novas tecnologias, nas engenharias, etc...

O Algarve necessita de diversificar, de romper a sua preocupante dependência do turismo. Mas para isso, também as escolas (secundárias e superiores) terão de desempenhar o seu papel. Não será esse um dos grandes papéis da educação, não só promover o saber-saber, o saber-fazer, mas também o saber-empreender...

Com este clima fantástico, o Algarve poderá vir a ser o Sillicon Valey português (keep on dreaming...)

A ANJE tem assumido na região, e em abono da verdade, no país, uma postura de formação de empreendedores, do espírito de missão empresarial com uma forte componente de serviço público, reforçando as necessidades que, no caso, a região sente neste âmbito. Merece a referência e o destaque.

Mas esta capacidade de agir, infelizmente, não é possível fazer aparecer espontaneamente, apesar de ser passível de estimular e despertar, canalizando e potenciando a ambição e a visão.

Depois existem os limites impostos pela legislação e o funcionamento dos serviços públicos, que atrasa, dificulta e por vezes inviabiliza a actividade empresarial. Refiro-me aos prazos “normais” para a criação de uma sociedade, e mesmo para a dissolução. Mesmo nos Centros de Formalidades das Empresas, criados para disponibilizar os serviços competentes num só espaço, permitindo com isso descentralizar e facilitar a tarefa, vão acumulando processos e criar uma empresa, hoje, é “obra” para algumas semanas, ainda que mais rápido, se considerarmos todas as capelinhas necessárias percorrer na via tradicional!!! É necessário ter em conta que nos países que concorrem connosco, esta tarefa é completada em poucos dias...

quarta-feira, julho 16, 2003
 
As mouras estavam pouco encantadas

De facto, tive o azar de visitar este evento no primeiro dia, julguei que por ser um dia de semana tinha menos “fregueses”. Enganei-me. Tive também azar pelo facto da Câmara Municipal ter “comprado” todos os lugares nas tendas de comida (área principal), assim, o desgraçado que não é funcionário (ou amigo, desconfio) deste município, tem que petiscar por fora (no espaço junto à fortaleza). Foi o que fiz.

Relativamente à ocupação do espaço, não faltavam os chapéus dos Chicago Bulls, dos NY Nicks, uns lenços com a Pamela, não sei se considerados artesanato “cristão”, se “islâmico”. Aquilo parecia uma feira franca, onde em vez de ciganos a gritar, tínhamos algarvios em “robe” muçulmano, alguns com umas variações psicadélicas, tipo algarvio-que-tenta-passar-por-muçulmano-mas-não-consegue-porque-não-se-esforçou...

Admito que me diverti. A companhia era agradável, com um ambiente lusco-fusco, aqui e ali interrompido por tochas do “Continente”.

Comi uns saborosos lombos de atum, com muita cebola e azeite, acompanhado por umas tostas de hipermercado, a imitar o pão sem fermento de Marrocos (desculpem mas não sei o nome), e de um arroz esquisito, mas muito saboroso, servido num canto do largo da igreja, aquecido ao som de um magnífico TRIMMM (do micro-ondas) e da discussão e rebaixamento que a “patroa” fazia constantemente ao trabalho da sua “assistente”, roçando o malcriado, ou simplesmente inconveniente.

Dei uma volta por Cacela Velha (deveria ser Cacela Antiga, pois está primorosamente arranjada), lá passei pelas vendas de anéis, de pratos marroquinos, bolos, mel, licores e um sem número de outras comezainas, perdi-me (nham, nham).

Penso que poderiam fazer muito melhor... mas admito que não estava assim tão mau, in the wide picture. Deixo a promessa de para o ano voltar. A seguir temos a Concentração de Motas de Faro (lá estarei para comer um franguinho assado), a feira da aventura na Marina de Albufeira, o festival do marisco (sou fã) e a do petisco de querença... viva a animação de verão!

quarta-feira, julho 09, 2003
 
Festivais de Verão

Chega o verão, começam os festivais e as festas. De tudo. Sobre tudo. Para todos.

Marisco, cerveja, artesanato, batata doce, perceves, tasquinhas, serra, caça e pesca, presunto, enchidos, motas, "rentrées" políticas, mouras encantadas, atum, etc, etc.

Como ainda somos uma região de sol e praia, fazemos tudo no verão. No verão gostamos de acabar as obras (veja-se a Rua Direita em Portimão e a entrada de Faro pela EN 125). No verão faltam policias no Aeroporto de Faro. No verão há falta de água.

A esmagadora maioria destas festas festas são óptimas. Produtos típicos, paladares caseiros, cheiros deliciosos.
Mas, como no verão a nossa região triplica (ou quadriplica?) a sua população, e muitas festas são feitas com intuitos lucrativos, escolhe-se o verão.
E no verão há filas de tudo, molhos de "camones" , emigrantes aos montes, crianças que choram, pais que berram.

E depois vamos e temos um mix: a confusão e o festival. O caos e os nossos sabores. A barafunda e os nossos produtos.

E se deixassem uns quantos festivais, festas, e outras coisas divertidas para o resto do ano, para que o algarvio residente pudesse saborear, deleitar-se, depenicar, bebericar, curtir o acontecimento e o local? Bute nessa!
terça-feira, julho 08, 2003
 
Ainda sobre o comércio tradicional...
Como portimonense, fico ocontente pela iniciativa da Associação Comercial, comentada aqui neste blog pelo JNN. Aliás, ela deveria extravasar os limites do concelho, e porque não, fazer cartilha para outros sítios.
Aceito a defesa do comércio tradicional. Porém, entendo que, e a avaliar pelo meu exemplo, se somos "forçados" a fazer, mais vezes, compras nas grandes superfícies (não pretendo afirmar que as mesmas não têm razão de existir), é porque o mesmo comércio tradicional tem deixado um terreno fértil e sem dono para os grandes espaços comerciais.
Os comerciantes, para além de serem choramingas (termo muito bem escolhido pelo JNN), têm que entender algumas coisas:
1º - Não são eles que concorrem directamente com uma qualquer grande superfície. Sozinhos, nunca o irão conseguir;
2º - É tempo de uma aposta clara no conceito da proximidade, na ideia de rigor e profissionalismo, como mais valias para fazer a diferença;
3º - Inovar. Esta palavra estranha significa que, tal como as pessoas, as matérias, os gostos, as modas e a maneira de estar, evoluem. Não podemos estar confinados a uma loja, com as mesmas coisas, indiferentes à passagem do tempo.
4º - Saber ter a tradição ao seu lado. Embora a tradição já não seja o que era, quem é que conhece melhor os gostos da Manuela, o tipo de calças do Pedro, a dificuldade da Rosa em arranjar roupa ou o gosto radical do António?
5º - Conceito bairrista (o mais polémico)! Se fossem capazes de ter uma efectiva união de interesses, salvaguardando o espaço de cada um e uma salutar competitividade comercial (não se leia agressividade no mau sentido), poderiam ambicionar uma defesa mais eficaz da sua missão e das suas potencialidades. Mas aqui, infelizmente, fala mais alto um certo tipo de egoísmo. Não vá o outro descobrir os nossos pontos fracos...
Acredito que muito mais haverá por fazer. Contudo, já é um bom sinal, ver alguns jovens fazerem a apologia do conceito do comércio tradicional, não usando um discurso hipócrita e/ou fundamentalista, mas optando por realçar o que de melhor o comércio tradicional tem. Sinais do tempo???
 
“Noites da Moura Encantada”

Vai decorrer nos dias 10 a 13 de Julho de 2003 na Aldeia de Cacela Velha, junto à Ria Formosa.

O evento deste ano decorre sob o lema das “Três Culturas do Mediterrâneo”, procurando reviver a época em que muçulmanos, cristãos e sefarditas co-existiam pacificamente na Península Ibérica.

Durante as “Noites da Moura Encantada” a pacata aldeia de Cacela Velha, no concelho de Vila Real de Santo António, revive por uns dias o ambiente da época em que vivia sob influência muçulmana.

A não perder....

Mais informação em Noites da Moura Encantada
sexta-feira, julho 04, 2003
 
Algumas ideias para o Comércio Tradicional

O que vos escrevo nestas linhas não é novidade para ninguém. O comércio tradicional vive uma profunda crise no Algarve. As grandes superfícies são uma realidade incontornável e há todo um conjunto de novos conceitos associados à nova economia que vieram para ficar e para vencer (e-business, globalização). Não vale a pena por isso chorar sobre o leite derramado. É verdade que muitos dos nossos autarcas não souberam defender os pequenos comerciantes, e permitiram que hipermercados e centros comerciais aqui se instalassem numa proporção exagerada tendo em conta o numero de habitantes que a nossa região tem. Mas sobre todos aqueles que já foram construídos e se encontram em plena actividade já nada há a fazer, senão aprender com a sua organização, profissionalismo e capacidade de captação de novos clientes.

A verdade é que o comércio tradicional tem de "crescer" e deixar de se lamentar por todos os infortúnios desta vida e pela falta de apoio por parte das autarquias, que nem sempre são responsáveis por todos os males. Os centros comercias são espaços agradáveis e que apresentam um conjunto grande de vantagens para os cidadãos que neles encontram uma grande variedade de oferta de produtos, espaço para estacionar e locais de animação para miúdos e graúdos. Não há por isso como combater aquilo que representam estes grandes grupos económicos senão com as mesmas armas. O conceito de Centro Comercial a Céu Aberto (CCA) esta longe de ser uma novidade. Existem publicações, estudo e casos práticos por essa Europa fora que são, só por si, suficientes para que deixem de haver desculpas. Os números não deixam mentir, e aqueles que são mais atentos a estas questões já repararam, com certeza, na quantidade de pequenos estabelecimentos comerciais que têm fechado as suas portas pelo facto de não puderem combater sozinhos com estas grandes superfícies, nomeadamente aqueles que se encontram um pouco afastados da zona nobre da cidade.

É certo que as dificuldades que se lhes apresentam são muitas, desde a falta de estacionamento, ao facto de estas serem zonas bastante antigas e afastadas das novas zonas habitacionais onde se instalam os jovens casais e todos os potenciais clientes com capacidade de compra. Das inúmeras definições que existem sobre o conceito de CCA penso que há uma que caracteriza bem aquilo que se pretende com a criação deste tipo de espaço e que encontrei num estudo feito em português por um centro de investigação da Universidade do Algarve (reparem que fica aqui bem pertinho): "os CCA caracterizam-se pela sua especificidade e capacidade de atracção: oferta diversificada e adaptada às necessidades em constante mudança da procura, prestação de serviços conjuntos, imagem comum, promoção e comunicação contínua entre outros aspectos, coisa unicamente possível com uma gestão comercial que garanta o funcionamento da zona como um só negócio, no qual cada comerciante se vê implicado no projecto comum e ao mesmo tempo conserva a sua independência". No fundo tudo aquilo que caracteriza os centros comerciais em espaço fechado. Existem, hoje em dia, formas jurídicas para criação de empresas de capitais públicos e privados que têm como missão desenvolver e dinamizar a actividade de espaços com as características muito próprias do comércio tradicional, na qual comerciantes e autarquia têm como objectivo animar estas zonas tradicionalmente muito ricas, quer historicamente, quer arquitectonicamente, colocando em prática políticas comuns de animação e promoção e com preocupações ao nível da segurança, higiene e estacionamento.

Não acredito que haja algum autarca que não seja sensível a esta problemática e que não sinta vontade de tudo fazer para criar condições para revitalizar o comercio tradicional, tal como não acredito que se os comerciantes e pequenos empresários não abandonarem o seu espírito individualista possam alguma vez vencer nesta selva da globalização.
 
Comércio Tradicional

Sendo o comércio tradicional bastante estado-dependente, choramingas, pouco dado ao associativismo e pouco inovador, genericamente, li hoje no Barlavento uma notícia sobre as Lojas de Portimão. Os comerciantes optaram por abri as lojas do centro de Portimão das 10h às 22h, oferecer estacionamento grátis para os clientes, animação musical, etc. Estas medidas, há muito faladas mas nunca concretizadas, sem intervenção estatal, são uma boa resposta às grandes superficies.
Atente-se que os empresários das grandes superficies têm que pagar pela promoção, limpeza, animação, estacionamento, ou seja, pagam uma renda mensal que engloba todo um pacote de serviços.
Os comerciantes das zonas históricas, as chamadas "baixas", têm tido pouco espirito de organização e inovação, procurando que as Câmaras paguem a sua animação, promoção, iluminação de natal, etc, enquanto os seus colegas das grandes superficies têm que pagar todos os serviços.

Por isso, a ideia geral que foi apresentada na notícia agrada-me e deveria ser "copiada" noutras cidades Algarvias, por exemplo em Faro.
quinta-feira, julho 03, 2003
 
Obrigado pelo convite.
Cumprimentos para todos e aqui vai uma pequena reflexão, tipo estado de alma.
Para quê uma região bonita, se não lhe conseguirmos dar o que necessita?

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