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domingo, junho 29, 2003
 
O Sol e Praia.... pouco trabalhado

O Algarve sempre apostou forte no chamado turismo de "Sol e Praia". Na última década falou-se, escreveu-se, estudou-se, opinou-se e decidiu-se diversificar a oferta turística, sendo a área mais concretizada a área do turismo do golfe.

Entretanto, penso que o "Sol e Praia" foi negligenciado, uma vez que será sempre a principal aposta da região, pelo menos para já. No texto do PROALGARVE fala-se na necessidade da animação na região, de haver mais atractivos, mais pontos de interesse. O que tam a região para oferecer, para além de boas praias com maus acessos e parco estacionamento? 3 ou 4 escorregas aquáticos, 1 ou 2 parque de animais e pouco mais!!!! Isto é muito pouco para oferecer aos turistas!

Ah, temos grandes centros comerciais, mas, sendo estes ocupados pelas grandes marcas multinacionais, não vejo o interesse do turista, nacional ou estrangeiro, comprar um t-shirt ou umas calças da marca que existe à venda perto da porta de sua casa....

Depois da praia, o que há para fazer, tirando comer e beber? Que actividades desportivas estão à disposição dos turistas? Que actividades culturais existem? Que animação organizada existe para mostrar o nosso belo interior? Existem visitas guiadas às partes históricas, sempre lindas, das nossas cidades?

Para reflexão superior....
segunda-feira, junho 23, 2003
 
Proteger o Algarve dos Algarvios...

Pois é, continuando a ideia do poste que o TT colocou, parece-me evidente que os Algarvios são os grandes culpados desta situação. Para além de outros, todos os cidadãos que votam, pensam e decidem são culpados, por acção, ou por omissão.

Este meu radicalismo é mordaz. Serve apenas o intuito de expor que, em última consequência, todos nós, que somos desta região, temos culpa.

Os instrumentos que nos são impostos podem sofrer alterações, mas para isso necessitamos de liderança, de lobby e acima de tudo inteligência ao serviço do desenvolvimento...

Procura-se líder!

sexta-feira, junho 20, 2003
 
Proteger o Algarve? De quem?

Com o início do Verão e o aparecimento do calor começam as enchentes da praia e dos respectivos acessos (de que adianta termos dezenas de excelentes praias se levamos uma imensidão de tempo a lá chegar e outro tanto a de lá sair, por vezes por caminhos que mais parecem de cabras?). No entanto nem só de praia vive o verão. Refiro-me aos incêndios que costumam esperar por esta época para aparecer em força. Apesar do esforço heróico dos nossos bombeiros e dos parcos meios de acção e de prevenção que é sabido existir, estes ainda assim conseguem na maior parte das vezes evitar que autenticas catástrofes aconteçam (à boa maneira portuguesa do desenrasca, somos melhores a reagir do que a proagir), estes não deixam de existir e de consumir centenas de hectares por ano.

O Algarve é das regiões do pais mais protegidas no que à ocupação do solo diz respeito. Ele são os Parques Naturais (Sapal de Castro Marim, Parque Natural da Ria Formosa, Costa Vicentina, etc), Zonas de Reserva Agricola e Ecologica, Zonas Florestais e por ai fora, num conjunto de instrumentos que existem para preservar e manter sustentável o território. O PROTAL, que se encontra actualmente em revisão, é o instrumento mãe de todas as políticas de ocupação do solo algarvio, e através dele ficamos a saber de que forma pudemos ocupar o solo, quais as políticas e estratégias a seguir para um melhor usufruto do mesmo e uma melhoria das condições e qualidade de vida das populações. No entanto todas as medidas e condicionantes que resultam deste instrumento de planeamento são muitas vezes perversas pela forma como são interpretadas, nomeadamente por alguns fundamentalistas ecológicos.

Na verdade algumas destas áreas protegidas não são, hoje em dia, mais do que autenticas lixeiras e depósitos de resíduos de toda a espécie. Este facto contribui, e muito, para que estes sejam os princípais responsáveis pelo início e propagação dos incendios. Para referir um exemplo que conheço melhor, vejamos o caso do Pontal - denominado o pulmão do concelho de Faro, que está nos tempos que correm votado ao abandono e que teve na passada 2ª feira o primeiro dos incéndios da época. Apesar da autarquia farense, e bem, efectuar pontualmente operações de limpeza na zona, e de após este primeiro fogo, ter apresentado o objectivo de criar um posto de vigilia permanente, ninguém sabe muito bem como é que se vai devolver aquele espaço à população. Refiro-me naturalmente à qualificação e reabilitação desta área para lazer e usufruto, quer através de circuitos de manutenção, parques de merendas, um observatório do Parque Natural da Ria Formosa para algumas espécies, quer até para a edificação de um projecto imobiliário, que, naturalmente, tenha em consideração baixos níveis de densidade populacional e que não descaracterize o Pontal e sua envolvente.

A ocupaçao do solo para desenvolvimento de determinadas actividadas económicas é, quando feita com as devidas salvaguardas, um factor de desenvolvimento, criando postos de trabalho, complementando a oferta turística, combatendo a sazonalidade, fixando a população. Haverá melhor forma de evitar incêndios numa floresta do que lá construir casas de madeira para habitação?

Posto isto fica a pergunta: Proteger o Algarve? De quem?

quarta-feira, junho 18, 2003
 
Parque de Campismo da Praia de Faro

Concordo a 100% com o que disse o Tiago Torégão. No DN de Sábado (14.06.2003) o Presidente da Associação de utentes do Parque (João Fotunato) afirmou logo que a Câmara deveria pensar bem na questão em termos políticos "recue numa decisão radical e infeliz, da qual irá tirar gravíssimos dividendos políticos". Este tipo de afirmação tem um nome...

Entretanto, segundo o Região Sul os utentes permaneceram no parque por uma questão de “bom senso”. Agora resta esperar pelo final do verão, em Outubro tirar de lá tudo, limpar e criar as infra-estruturas necessárias. Depois, fazer um regulamento que obrigue as pessoas a tirarem todas as suas coisas em Novembro por exemplo para depois voltarem em Março. E com preços razoáveis, pois estes preços actuais são muito baixos. O parque é de todos os municipes, não de alguns que têm lá as caravanas há montes de anos. E é para rodar, para servir mais pessoas. E se quiserem fazer chantagem política, que façam. Estaremos cá para a combater!

Na referida notícia fiquei a saber que:

"Parque ilegal é “escândalo nacional”

Para além da falta de licenciamento, outra das características que faz deste parque um recinto muito particular, é o facto de os utentes poderem permanecer nele por mais de seis meses, o que contraria o disposto no regulamento geral dos parques de campismo e origina a perpetuação da presença destes campistas de longo prazo, chegando-se ao ponto de 70 por cento da lotação estar ocupada a preços irrisórios há mais de 20 anos.

Para se manter um estatuto favorável a estes utentes, o próprio Vitorino revela que “há cinco anos, o responsável pelo recinto (nr: o mesmo de actualmente: Luís Paiva) fez a autarquia aprovar uns ajustamentos ao regulamento que nada alteraram relativamente a essa situação”. “Isto sem ir a reunião de câmara... nada!”, brada com indignação. Por estes e outros motivos o autarca a considera que é um “escândalo nacional uma autarquia manter um recinto ilegal durante 35 anos”. "




Em Outubro de 1996 (é verdade!!!) publiquei um artigo no Jornal do Algarve, que me parece ainda actual....... a anterior vereação ainda tentou mudar umas coisas... mas a pressão foi muita..... e pouco se fez...

Lotação esgotada apresenta "campismo na ilha de Faro"

Parece mais um filme num qualquer canal de televisão. Poderia também ser um slogan qualquer de propaganda à Praia de Faro. Podia ser a empresa Lotação Esgotada a anunciar o campismo na Praia de Faro. Vendo bem, até podia ser uma peça de teatro de um qualquer autor contemporâneo...

Infelizmente é a realidade. O concelho capital de distrito dispõe de um parque de campismo na sua praia por excelência: a Ilha de Faro. Até aqui tudo bem. Tudo porreiro. Um parque de campismo na Ilha de Faro, que espectáculo!!!!! A questão que se põe é a de descobrir se o parque de campismo munipal está ao serviço de todos ou ao serviço de alguns. O enigma está em desvendar quem são os beneficiados com aquele parque e porque. O mistério está em saber se alguém pagou direitos de propriedade ou se o parque continua municipal. Adiante.

Um parque de campismo tem por finalidade a prática do campismo, logicamente! Se é municipal é porque deverá ter uma gestão orientada para os munícipes, logo de todos, e com uma gestão cujo fim último deverá ser garantir, a baixo custo, a hipótese de pessoas que não têm casa naquele lugar passarem umas férias perto do mar. Sendo um parque de campismo com características balneares, seria lógico que estivesse disponível para os turistas que nos visitam nesta altura do ano, bem como para todos os Portugueses que por cá vagueiam.

Quem chega ao parque vê uma placa, pregada na parede, onde se pode ler: "Lotação Esgotada". Pelo menos, podiam ter posto também em inglês, por causa dos turistas mas, nem isso! Vale também a pena dizer que esta placa está lá colocada há uns anos. Sendo assim, o que é que parece ao leitor? É isso mesmo!!!! Está sempre cheio!!!!!

Este é que é o problema. Algumas largas dezenas de famílias optaram por fazer do parque de campismo a sua casa de verão. Assim sendo, colocaram as suas caravanas onde quiseram (ocupando os espaços que existiam) e fizeram dali autênticas casas. A maior parte das caravanas não tem pneus em condições para se deslocarem (também, deslocarem-se para quê?!!!!), e em parte das "residências" existem autênticos jardins à volta das caravanas!!! A troco de alguns contos por ano (sim, porque pagam o ano todo para não perderem o lugar!), têm ali "moradias" de férias "ad eternum" e os outros ficam em casa. Se o parque fosse privado, achava mal, e embora não aceitasse a situação, compreendia-a. Mas, num parque municipal não posso aceitar que cidadãos iguais a mim (até prova em contrário!!!) usufruam eternamente de algo que é público! E como demonstra a placa aparafuzada na parede, as coisas não são para mudar a curto prazo.

Sendo esta a situação, e espero tê-la descrito o mais fielmente possível, o que fazer? Uma primeira ideia era proibir as pessoas de terem caravanas, tendas, ou seja lá o que for se não estivessem habitadas. Assim evitava-se que, no inverno, as caravanas estivessem no parque a guardar lugar para o verão seguinte. Outra seria a de aumentar o parque de campismo mas, para pequenas tendas, para aquelas pessoas com menos posses que gostavam de dormir uma noite ou duas na ilha de Faro.

Já agora gostava de levantar outra questão: o futuro da ilha de Faro. Para mim o ideal era fazer daquela ilha o que existe na ilha de Tavira: sem ligações a terra (logicamente que iria deixar a ponte mas, utilizava-a só para emergências ou outras situações específicas, tipo descargas de restaurantes, obras, etc), sem casas particulares (fazia um parque de campismo maior), só com 5 ou 6 bares, 4 ou 5 restaurantes e 2 ou 3 supermercados, sem circulação de carros (ficavam perto do aeroporto, num parque de estacionamento a construir) e podia-se depois pensar em arranjar um qualquer tipo de transporte que levasse as pessaos até à praia.

Radical? Talvez. Mas, que assim era muito melhor para todos e não só para alguns felizes contemplados, isso era.... Teremos que, alternativamente, encontrar uma forma ou fazer uma!

João Nuno Neves

****************
Continua actual, não é?


terça-feira, junho 17, 2003
 
A propósito da situação criada no dito Parque de Campismo da Praia de Faro, e digo "dito", porque é sabido que ele serve mais de segunda habitação a alguns habitantes de Faro e arredores do que esta destinado a utentes que por lá passam e queiram usufruir do espaço - como é sabido algumas roulotes nem rodas têm. Como é possível que só agora, e quase no pico do verão, a autarquia se tenha apercebido de toda a ilegalidade a que o referido parque parece estar sujeito à mais de 40 anos? Um parque de campismo que nem esta licenciado pela DGT (Direcção Geral do Turismo), que não tem saneamento básico ligado à rede geral e durante muitos anos despejou directamente na Ria Formosa os esgotos? Um parque de campismo que é só para alguns, que têm o displante de reinvindicar para eles aquilo que é de todos (tal como acontece com a maior parte das pessoas que ali construiram casa, num espaço público que pertence a Faro e à sua popoulação, e que por esse facto se vê privada de usufruir condignamente dele, para além de colocar em causa a sustentabilidade da ilha), e ainda por cima após o encerramento do mesmo por parte da autarquia ainda defendem que a proibição não é para eles porque eles já lá estão há muito?! Ou seja, os que mais contribuiram para a clandestindade do parque por todos os motivos, e mais algum, só o deixam quando bem entenderem! E a autarquia deixa!? Já nao basta ter pactuado com tudo isto durante dezenas de anos a fio e após uma tomada de força objectiva e que vai no sentido de fazer cumprir a lei, dá o dito por não dito e volta a átrás? É certo que os problemas já eram do conhecimento da autarquia há mais tempo, pelo que o timing escolhido pode nao ter sido o melhor, mas voltar atrás na decisão é um pessímo exemplo de gestão pública e daquilo que deve ser a defesa dos interesses de todos os farenses. Aos farenses o que é de Faro! Acabar com os privilégios de alguns! Devolver a ilha aos farenses! Fazer cumprir a lei! Algumas das medidas que esta autarquia e outras entidades competentes poderiam ter seguido e não seguiram durante anos a fio. Não se venham por isso agora fazer de vitimas! Espero sinceramente que Faro deixe de ser noticia pela negativa, que o nosso presidente não tenha de resolver todas as questões num clima de conflito, que os problemas que surgem sejam resolvidos com objectividade, e que a liderança deixe de ser feita olhando para a árvore e passe a ser feita a olhar para a floresta!
terça-feira, junho 03, 2003
 
Gostaria desde já lugar felicitar todos aqueles que contribuiram para a realização deste espaço de debate sobre o Algarve. Tenho a certeza que é de iniciativas como esta que o Algarve precisa.
Por falar em iniciativas, fiquei desolado ao ler há tempos num jornal regional qualquer que o FICA ( FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO ALGARVE), foi apoiado unicamente por uma Câmara Municipal do barlavento. Parece-me mal. O festival do género mais antigo do país na minha opinião devia ser devidamente apoiado. Há muito cinéfilo ( começando por mim) que gostaria de ver crescer este tipo de evento ( olhem para o Fantas, mais recente que o FICA, com uma projecção internacional assinalável o que só prestigia a cidade e a região).

 
Uma excelente iniciativa para todos aqueles que gostam do Algarve!

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